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Relato da nossa estimada viajante Camila, numa viagem a dois com o seu marido Júlio.

O Ahmed está sendo ótimo!

Conto-lhe um pouco de como está sendo nossa viagem.

No primeiro dia ele nos levou em Tanger às Grutas de Hércules um lugar muito bonito, é um dos últimos lugares na costa do Atlântico.

 

Depois seguimos para Chefchouen.
O caminho pelas montanhas do Rif é especial!
A cidade é linda e chegamos bem a tempo do por do sol. Ficamos na Kasbah vendo a vista ouvindo o som das rezas das 18:00.
O hotel em Chefchouen foi muito gostoso. Nos receberam com um delicioso chá de hortelã e doces marroquinos. O quarto era bom, com decoração típica marroquina.
A cidade de Chefchouen é linda e boa para passear sem preocupação à noite e pela manhã cedo. Um ótimo lugar para começar a viagem pelo Marrocos.
No 2o dia da viagem, depois de uma passeada ao nascer do sol por Chefchouen e um delicioso café da manhã com panqueca marroquina, mel, geleia de damasco, iogurte natural, pão doce (tipo foachat), ovos, saímos a caminho de Voulubilis e Meknes.
Voulubilis foi uma visita impressionante, já que as ruínas são muito bem conservadas em comparação a outras ruínas romanas que visitamos. O guia foi muito bom, explicando cada um dos lugares e seus significados e os costumes da cidade romana.
Meknes também é uma cidade muito interessante, com suas 4 muralhas concêntricas e todo o aparato de proteção criado pelo rei, depósitos imensos para grãos e estábulo para 12.000 cavalos!

Além da belíssima porta de entrada à cidade.

Depois rumamos para Fez.

Deserto - Marrocos

A condução de mota no deserto exige algum conhecimento e experiência e sobretudo, mesmo que seja em regime de passeio, algumas noções mínimas de condução offroad. No deserto não há uma pista alcatroada, com rectas e curvas niveladas. Não há uma mão cheia de sinais verticais, horizontais e luminosos que nos alertam para adaptações constantes de condução e velocidade às condições da pista e que, sobretudo, antecipam perigos. Por isso, se estamos a planear um passeio ao deserto devemos lembrar-nos sempre de 3 máximas:
  1. Se vai para o deserto, avie-se em “terra”. O ditado ligado à navegação marítima serve que nem uma luva ao deserto. Com efeito, a mota deve estar em condições óptimas de manutenção e conservação (pneus, níveis de líquidos lubrificantes e refrigerantes, travões, filtros, etc). Tudo é importante, É necessário recordar que no deserto não há uma estação de serviço ou uma oficina mecânica disponível… logo ali.  O motociclista deve também ter atenção ao seu equipamento. O clima no deserto é muito variável com uma amplitude térmica enorme. Devido às características dos terrenos onde vamos circular a presença de pó, areia e as quedas acidentais são mais do que certas. O equipamento de protecção deve estar sempre presente e deve ser adaptado às condições climatéricas. Lembre-se também que uma avaria no deserto pode significar horas, ou mesmo dias de imobilização sem ajuda. Se houver possibilidade de incluir reservas de segurança de água potável, alimentos tais como barras energéticas e combustível na bagagem da mota, é sempre aconselhado;
  2. Antecipar. De uma forma geral, o deserto do Sahara é maioritariamente constituído por formações rochosas, o hamada, onde os trilhos, quando existem, são bastante pedregosos. Nas zonas de transição e lagos secos, existem terrenos com uma formação de areia compacta que, por acção do vento,  forma um ondulado conhecido como chef-chef. Por último o Erg, que representa a menor parte do deserto e que é constituído por dunas arenosas de consistência, alturas e declives variáveis, com presença, ou não, de vegetação rasteira. Ou seja, quando conduzimos no deserto devemos ter o cuidado de antecipar todos os potenciais obstáculos – prever o comportamento da mota em saltos e solavancos de maior ou menor grau (perda de tracção) provocados por pedras soltas de grandes dimensões, adequar a velocidade e proteger uma suspensão ou quadro danificados devido à elevada trepidação imposta pelo chef-chef. É importante também adequar a redução de velocidade e relação de caixa no aparecimento repentino de um precipício de mais de 50 metros de altura no topo de uma duna, que impõem um elevado factor de risco e obrigam a uma condução realizada sobre elevados padrões de segurança e antecipação de obstáculos;
  3. Ler o terreno. Fora de estrada a mota e condutor têm que ser um só. Na continuação do ponto anterior, ler o terreno onde circulamos é essencial. A presença de declives mais ou menos acentuados no deserto é uma constante e a escolha da trajectória e manutenção de tracção na mota é crucial. A escolha de um trajecto infeliz pode resultar numa dificuldade em acelerar ou desacelerar, o que pode complicar a manutenção dos pneus agarrados aos solo e a garantia do percurso mais seguro. Ler o terreno (subida, descida, recta, obstáculo, tipo de terreno), adequar a velocidade e mudança ao tipo de terreno e mota que estamos a conduzir (enduro, bigtrail…), ajustar o corpo e mota (distribuição do peso do conjunto) e escolher o trajecto mais “limpo” são regras que, em conjunto, permitem uma condução mais agradável e um menor dispêndio de de tempo e energia em manobras desnecessárias (desenterrar a mota, levantar a mota de uma queda ou mesmo reparar uma avaria ou peça partida).

 

 

Se quer viajar por Marrocos e planear um roteiro que inclua deserto, a grande atracção de turismo em Marrocos, aproveite a ligação aérea entre Lisboa e Errachidia, uma terra às portas do Sahara, cerca de um dos maiores oásis do Mundo, por vezes apelidada de “flor do Sahara”.

Errachidia é um óptimo destino para viagem a Marrocos, estando perto dos principais pontos turísticos do Sul de Marrocos. Está a poucas horas do deserto, das Gargantas do Todra e do Dades a menos de um dia de viagem das cidades de Marraquexe e Fes, estando próximo de vários oásis, alguns pequenos e escondidos, outros grandes e frondosos.

Errachidia map

 

Apesar das suas vantagens, a cidade não tem um grande número de turistas, o que facilita o contacto com os locais, e dá-lhe a oportunidade de aceder ao comércio a preços marroquinos.

Les sourves bleues - Errachidia

Consulte aqui o exemplo de um programa de uma noite no deserto a partir de Errachidia.
desert sand Morocco

Os berberes são o povo autóctone de Marrocos que ainda hoje ocupa a região, havendo registo de populações berbéres de cerca do ano 1000 a.C..

No século VI a.C. os cartagineses unem Marrocos ao seu império Norte-africano, que mais tarde viria a ser tomado pelos romanos. Os romanos baptizaram o sul da parte ocidental do seu império como Mauritânia Tingitana, e introduziram a religião cristã no séc. II. No séc. V o controlo da parte ocidental do Norte de África foi dividido entre os povos de origem germânica que agora ocupavam a península ibérica e o império bizantino.

Em 685 d.C. os exércitos árabes invadem o Norte de África introduzindo o Islão e o árabe. A invasão não foi pacífica, e só um século depois terminou a resistência berbere.

Em 711 os muçulmanos marroquinos invadem o território Ibérico.
Em meados do século XI, formaram-se poderosas dinastias berbéres e os Almorávidas e mais tarde os Almóadas conquistam uma grande parte do Norte de África, e grande parte da península Ibérica.

No século XV o império Almóada entra em declínio perdendo territórios na península ibérica, no Magrebe, e até em Marrocos, devido à invasão portuguesa de Ceuta.

No século XVI sucessivas dinastias Árabes reclamam o trono de Marrocos. A presente dinastia real, alegadamente descendente de Maomé, chama-se Alauita e entrou no poder em 1660, reunificando uma grande parte de Marrocos, que se encontrava sob pressão dos reinos Cristãos a norte e dos Otomanos a oriente. O nome Alauita vem de Alaouite Ali, o fundador da dinastia Moulay Ali Cherif que se tornou sultão de Tafilalt em 1631.
Em 1904 Marrocos foi inserido como protectorado francês e espanhol em algumas partes do território, não sendo no entanto uma anexação pacífico. Em 1905 os alemães contestam um papel mais activo na exploração dos recursos marroquinos, e de 1926 a 1921, Abd al-Krim liderou uma revolta contra a presença europeia em território marroquino.
Em 1956 Marrocos restaura a sua independência com a excepção das cidades autónomas de Ceuta e Melilla, e em 1957 Marrocos torna-se uma monarquia constitucional. Nessa mesma data, o então Sultão Sidi Mohammed mudou de título para Rei Mohammed V.
Em 1961, Hassan II, descendente de Mohammed V, subiu ao trono de Marrocos. Desde 1999, o rei de Marrocos é Mohammed VI, descendente de Hassan II.

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Para uma leitura mais completa da história de Marrocos o recomendamos o blog de Frederico Mendes Paula

Centro cosmopolita e comercial do país, Marraquexe é uma cidade elétrica e plural, intensa e vibrante, repleta de odores, música, arte e animação. Deixe-se surpreender pela cidade e integre-se no seu ambiente frenético explorando as suas vielas, a cada esquina surpreendentes, seja com música, ou um qualquer espectáculo, pelo cruzamento de mundos antigos e modernos ou pela diversidade cultural.

 

Marraquexe - Marrocos

 

 

A principal praça da medina é a praça Jemma El Fna e é o coração pulsante da cidade. À noite os turistas e a população local misturam-se nesta praça para comer pratos tradicionais marroquinos a preços fixos e irrisórios, a preços acessíveis a toda a população local, havendo ainda assim algumas opções requintadas.

Marraquexe2

Em Marraquexe você encontra sempre o que quer: espectáculos de belly-dance, tatuagens em Hena, animais exóticos, encantadores de serpentes, saltimbancos, um comércio efusivo com todo o tipo de produtos típicos, vários restaurantes de cozinha tradicional, europeia, ou de fusão, principalmente entre a cozinha francesa e a cozinha marroquina. É um lugar mítico em Marrocos onde a imaginação e o sonho entram pela realidade e pelas ruas agitadas da cidade.

 

Marraquexe1

O deserto é o lugar ideal para celebrar a vida de forma genuína, assistir ao pôr-do-sol nas dunas, sentir perto o longínquo silêncio do deserto.

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dunas de Merzouga

O deserto por onde desfilaram faraós, fenícios, romanos e cartagineses. O Saara das caravanas, dos sábios mouros da idade média, dos oásis, das guerras. O deserto bíblico, soprado de um lado para outro por milénios e por ventos de nomes tão líricos. O Saara onde várias almas dormem olhando para um céu tão profundo, trazendo uma luz sidéria ao espírito.

O deserto de Marrocos é conhecido pelas suas dunas sem fim, povos nómadas, e cultura surpreendentes. O deserto oferece uma oportunidade única de introspecção, bem como a possibilidade de contactar com verdadeiros povos nómadas, conhecendo as suas tradições e arte.

Deserto Sahara - Background

Sahara Marrocos

Passar uma noite no deserto profundo, numa tenda tradicional, é como viajar no espaço e no tempo, vendo tão próximo um etéreo “longe”, apreciando um silêncio surpreendente profundo e incandescente. Para chegar ao acampamento, onde os carros têm dificuldade em chegar, viaja-se de camelo durante cerca de uma hora entre as dunas assimétricas do deserto. Durante a travessia poderá apreciar a beleza do sol poente a esconder-se entre as dunas. À chegada serve-se um chá tradicional da hospitalidade. Pela riqueza em minerais da escassa água nesta região, o chá é particularmente delicioso.
À noite é servido o jantar, ricamente temperado de especiarias. O ambiente à volta da fogueira no nosso acampamento é descontraído e alegre, com música tradicional ao vivo, onde as pessoas são convidadas a participar, na música, nas danças e nas tradições.

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Tendas Nómadas no deserto adaptada para turismo

Depois fica só o silêncio, no céu estrelado, aberto, profundo e sideral.

A região entre o deserto e Marraquexe é muito importante na história de Marrocos, pela rota das caravanas, que transportavam sal, ouro, escravos e madeira. Entre vastos palmeirais, imponentes formações rochosas e a imensidão do Atlas, as gargantas do Todra destacam-se pela sua beleza, imponência e pela natureza calma que transportam.

tinghrir- Todra Gorges

Estas formações rochosas são corriqueiramente chamadas de gargantas devido à disposição geométrica deste desfiladeiro. Os diferentes jogos de luz que se criam à medida que o dia avança são a não perder, inclusive para os apaixonados por fotografia. Pela largura entre as falésias e pelo seu declive, é provável que o pequeno riacho que hoje corre entre as encostas tenha sido noutros tempos muito maior.

Todra Valley
Também cerca das Gargantas do Todra encontra-se o palmeiral de Tinghrir, um lugar fértil e mágico, conferindo a esta zona uma diversidade de paisagem e natureza incrível.

Dades Valley

A cidade de Meknès é um projecto do sultão Moulay Ismaïl que a queria transformar na “Versalhes do Magrebe”.

Meknes

A cidade ficou famosa pela sua época áurea nos sécs. XVII e XVIII, durante a regência do sultão Moulay Ismaïl, que é recordado na história pelos seus destemidos sonhos. Supõe-se hoje que este sultão, que foi contemporâneo do rei Luís XIV de França, desenvolveu uma cega paixão pela princesa Conti, filha do rei Sol francês, chegando a propô-la em casamento. Tal pedido foi rejeitado por Luís XIV, mas, segundo fontes históricas, esposas não lhe faltaram. Durante o seu tempo de vida teve cerca 360 mulheres e, registado nos ossos da cidade de Meknès, está a fervorosa obsessão amorosa deste monarca que só é comparável ao seu sonho de fazer de Meknès a mais esplendorosa das cidades do Norte de África, daí a sua conotação de “Versalhes do Magrebe”.

Fes - Avelaria

Fes é a cidade mais antiga de Marrocos, e o seu coração espiritual. Em Fes encontra-se a maior cidade medieval intacta do mundo, a maior medina do Norte de África, com quase 10.000 vielas oblíquas, becos repletos de pessoas, música, ruído e odores.

Fes é uma das cidades com mais história de Marrocos, a cidade onde tradição e antigos costumes encontram expressão nos dias de hoje e na rotina das pessoas.

Considerando artesato tradicional, o trabalho de cobre, os famosos cortumes onde se fabrica o couro, à produção de barro, cerâmica e azuleijos de forma tradicional, há imensas artes e tradições para descobrir em Fes.
Às portas da medina de Fes pode encontrar-se a cooperativa ‘Fès Blue’, que ainda hoje utiliza técnicas milenares para a produção de uma das cerâmicas mais famosas do mundo.

Fes - Avelaria

O processo é todo manual e as técnicas são ainda as milenares, e as que tornaram a cerâmica marroquina tão famosa e usada na decoração de interiores e exteriores.

Fes - Barro

Fes - Artesanato

Fes - Forno em adobe

Ainda hoje se usa caroços de azeitona triturados como combustível para serem usados em fornos tradicionais feitos em adobe.

Todos os desenhos são feitos sem moldes, dependendo unicamente da criatividade e precisão dos artesãos.

Fes - azuleijo manual

Os mosaicos que servem de decoração aos edifícios, e que tornam a paisagem urbana tão encantadorae ornírica, são também fabricados aqui manualmente.

Fes - azuleijo manual

Fes - ceramica decoração

decoração tradicional Marrocos

Mosaicos

Dando origem a um produto final finamente trabalho e requintado, que se podem encontram a preços acessíveis na sua origem.

produto final

 

Outro dos produtos que é produzido em Fes é o couro, e é possível visitar os cortumes no centro da cidade. Estes cortumes fornecem a matéria prima para os diversos sapateiros, costureiros e artesãos da cidade, e são uma das principais atrações turísticas.

produto final

produto final

Todo o processo é feito localmente, incluindo o tratamento das peles, e o aproveitamento da lã.

produto final

produto final

As lojas de produtos em couro estão por toda a cidade, e o nosso guia ajuda-lo-á a encontrar as melhores, dando-lhe uma ideia dos preços dos produtos, para que possa realizar bons negócios.

produto final

Outro dos labores tradicionais da cidade é o trabalho do cobre, que pode ser visto a céu aberto, também estes no centro da labiríntica medina. O trabalho manual dá um carácter autêntico a estes produtos.

produto final

produto final

Os tradicionais tapetes marroquinos começaram a ser produzidos há mais de mil anos e eram feitos para uso próprio segundo as habilidades dos colonos berberes que viviam nas montanhas do Atlas de Marrocos há muitos milhares de anos. Cada mulher de cada família deveria saber como fazer os tapetes, para nunca ter que comprar um pronto.

A “linguagem” marroquina de tecelagem é uma das mais complexas do mundo dos têxteis. Muitas vezes, quando uma mulher tecia um tapete, não era apenas para ela: servia como um meio de comunicação para ser lido por pessoas próximas. Podia conter pensamentos e ideias importantes e por isso usavam símbolos que faziam referência ao mundo, á natureza, à fertilidade, ao nascimento, à feminilidade, à vida rural, bem como à espiritualidade e crenças. Muitos tecelões acreditavam que os tapetes tinham poderes para afastar o mal.

Tapetes Marroquinos

 

São cheios de vida e charme pelo seu cariz individual e único. Cada tecelão desenha sobre as suas próprias experiências de vida pessoal, incluindo projectos que incluem símbolos, caracteres do antigo alfabeto berbere, padrões geométricos e outros conforme a inspiração. As técnicas, que passam de mãe para filha, vão sendo aprimoradas conforme as gerações, assim cada pessoa acaba acrescentando um toque especial à tradição, uma essência diferente. Afinal, todos os modelos são únicos e nenhum desenho se repete.

p style=”text-align: justify;”>Há uma lista interminável de atrações marroquinas para visitar e desfrutar! É preciso fazer o trabalho de casa para garantir que vai aproveitar ao máximo a sua viagem neste país vasto e variado. Assim, se marcar o seu tour connosco, pense no que gostaria de incluir no seu pacote, qual o melhor roteiro para o seu gosto pessoal e fale connoco: existimos para personalizar tudo ao seu gosto.

Os principais pontos de partida são as cidades mais populares, tais como Marraquexe, Tânger, Fes e Casablanca. Em cada um desses lugares, irá encontrar muitas medinas e bazares. Também encontrará excelentes praias e hotéis elegantes, onde todos os seus desejos podem ser organizados com relativa facilidade. Isto é uma parte essencial da experiência marroquina e não deve ser desperdiçada. Há também uma série de excelentes atrações em Marrocos que o visitante deve definitivamente fazer um esforço para ver.

    • Tânger: é o ponto de partida para a maioria dos visitantes que chegam de barco a partir de Espanha. Um charme enigmático que historicamente tem atraído inúmeros artistas (Matisse), músicos (Hendrix), políticos (Churchill), escritores (Burroughs, Twain) e outros (Malcolm Forbes). Não deixe de visitar cavernas de Hércules;
    • Chefchaouan: cidade azul, cascatas Akshor e uma caminhada nas montanhas Rif;
    • Tetuouan: belas praias e é a porta de entrada para as montanhas Rif (a antiga capital colonial espanhola, com uma bela medina e casas brancas, também espetaculares montanhas com vista sobre a costa do Mediterrâneo a caminho de Oued Laou cerca de 50 km a leste);
    • Fes: é a antiga capital de Marrocos e uma das cidades medievais mais antigas e maiores do mundo (tem a universidade mais antiga do mundo);
    • Meknès: uma descontraída cidade moderna, que oferece uma pausa bem-vinda depois da paixão turístico de Fes, cidade vizinha (Volubilis e Molay Idriss como interessante visita opcional);
    • Merzouga: as mais belas dunas, vistas deslumbrantes, terra de raposas do deserto;
    • Tinghir: bela cidade a cerca de 15 Kms das Gargantas de Todra. Lindo, principalmente para os escaladores;
    • Desfiladeiros de Dades: vistas incríveis e belos Kasbahs na estrada paralela – Vale de Dades;
    • El Kalaa Mgouna: visitar o Vale do Rosa, a casa indiscutível da rainha das flores;
    • Ouarzazate: considerada a Capital do Sul, Ouarzazate é um grande exemplo de preservação e turismo que não destruiu a sensação de uma cidade fantástica e antiga (Hollywood da África e local de estúdios, não deixe de visitar o Kasbahs Ait Benhaddou com vistas deslumbrantes e que o leva 100 anos atrás);
    • Aoulouze: via Tazenakhet é um lugar agradável para uma pausa e algumas caminhadas;
    • Taroudant: a partir de Marraquexe, através do Tizi, uma cidade muralhada e maravilhosa com uma atmosfera pacífica e é a região onde você pode ver cabras subindo em árvores de Argan;
    • Taferaoute: via Ighrem, uma pequena cidade rochosa com pedras pintadas;
    • Sidi Ifni: com os arcos de tirar o fôlego;
    • Agadir: passando através de Tiznit e visitar Mirleft e Souss Massa parque Nacional;
    • Essaouira: cidade do vento e da arte. Não deixem de visitar Sidi Kouiki e Imozzer Ida Outanane no seu caminho de Agadir;
    • Safi: cidade da cerâmica;
    • Oualidia: pequena cidade bonita, com uma bela praia;
    • El Jadida: antiga medina Portuguesa;
    • Rabat: a capital de Marrocos; muito descontraído e livre de problemas, destacam-se uma torre e minarete do século 12;
    • Casablanca: esta cidade moderna à beira-mar é um ponto de partida para os visitantes que voam no país. Se você tiver tempo, tanto a medina histórica e a mesquita contemporânea (a terceira maior do mundo) valem bem a pena para passar uma tarde;
    • Asilah: e de volta para Tânger … também pode fazê-lo a partir de Fes para Azrou (com macacos nas proximidades em Ifrane Parque Nacional);
    • Cascatas de Ouzoud (perto Azilal): uma alta cachoeira com 110 m, onde é possível encontrar macacos e paisagens incríveis, fazer uma caminhada de 5 km até ao rio que o levará a um cenário maravilhoso;
    • Vale Ait Bougemez: Azilal até Agouti e sua região, um belo lugar para caminhadas;
    • Demnate: (Imi ponte natural nifri), uma bela ponte natural e um lugar onde pode encontrar vestígios de dinossauros;
    • Marraquexe: é uma combinação perfeita entre o antigo e o moderno Marrocos. Planeie passar pelo menos alguns dias vagueando pelo enorme labirinto de souks e ruínas na medina. A grande praça Djeema El Fna ao entardecer não é para ser desperdiçada;
    • Imlil: a cidade agradável Alto Atlas berbere e uma base para caminhar Jbel Toubkal, a montanha mais alta da África do Norte.

Descubra o que fazer em terras marroquinas, conhecendo os principais pontos turísticos em Marrocos

Marraquexe
Marraquexe é cidade mais viva e dramática de Marrocos, e centro cosmopolita do país. Bebendo de múltiplas influências, nomeadamente das culturas berberes, árabes andalusas, africanas e europeias. A sua luz vibrante e exótica, o aroma inebriante das especiarias, os segredos ocultos da sua história, a sua alma relaxada e cosmopolita, simples e abundante, encoberta e sensual, fazem de Marraquexe a cidade mais fascinante e procurada de Marrocos.

Marraquexe oferece uma combinação de delícias gastronómicas de temperos exóticos, música refrescante, comércio de uma excentricidade étnica, jardins opulentos e arquitectura surpreendente.

Não há outra cidade em África onde se possa navegar numa Medina mercantil centenária, atravessando oblíquas vielas, por onde atravessam burros repletos de carga, entrando de seguida num moderno lounge-restaurant, e onde o burburinho ubíquo dos mercados exteriores se entrelaçam com o som da música dos dj´s mais modernos.

 

Fes
Classificada em toda a sua abrangência como património da UNESCO devido à sua sinuosa Medina, incontáveis monumentos e cultura única, esta cidade foi descrita por Paul Bowles como um “labirinto encantado abrigado do tempo”.

A Medina de Fes é maior Medina medieval do Magrebe, mantendo o seu desenho original desde o século XII. Esta cidade, cheia de memórias de uma civilização que outrora primou pela tolerância e comércio, é historicamente um pólo de conhecimento no Norte de África.

Fes é composta por exuberantes jardins, antigamente irrigados pelas “20 mil fontes”, palácios detalhadamente ornamentados, com mesquitas e merdesas de decoração faustosa mas fina e por vielas misteriosas. Toda a cidade é sublime e onírica, em que diferentes gerações se cruzam para partilhar da sua história repleta de heroísmo, e atmosfera única, naquela que é também apelida de “a mais imperial das cidades imperiais”.

 

Essaouira
Essaouira é uma cidade na costa Atlântica de Marrocos, famosa pela sua culinária à base de peixe e de argão, pelo seu clima temperado, praias extensas e como centro musical e artístico.

Essaouira conta com traços europeus, judeus e marroquinos. A cidade sempre foi importante devido ao seu comércio e actividade piscatória e foi primeiramente chamada de Amogdul (a bem guardada) pelos berberes. Em 1506 os portugueses tomaram conta da cidade, baptizando-a de Marzagão e construíram um forte para defender a cidade de ataques terrestres e marítimos. Nessa altura Essaouira tornou-se um ponto importante de comércio com a Europa e um dos principais focos de pirataria.

O forte construído pelos portugueses haveria de ajudar os reinos Árabes que entretanto o conquistaram a defender-se de Espanhóis, Ingleses e Franceses. No século XVIII Essaouira torna-se num importante porto, e a sua Medina é planeada, algo muito raro nas medinas construídas no Norte de África. Esse carácter único e a preservação das fortificações e baluartes antigas, onde ainda hoje se podem ver as peças de artilharia portuguesas originais, bem como a igreja primordial ali construída, valeram a Essaouira a atribuição de património Mundial da UNESCO.

 

Merzouga
Merzouga é uma aldeia berber junto à fronteira do deserto, que chega por vezes a ser invadida pelas areias do deserto.

O deserto perto de Merzouga é famoso pelas suas altas dunas, acampamentos tradicionais berberes, aonde só camelos e veículos 4×4 chegam com facilidade. Várias actividades se podem realizar no deserto de Merzouga, como por exemplo sand board, passeios em moto 4 pelas dunas, banhos de areia terapêuticos, entre outros.

Perto de Merzouga existem outras pequenas aldeias, ainda que não sejam de fácil acesso como é Merzouga. Entre elas distinguem-se as aldeias de Hassilabied a 4km, Tanamoust a 3km, Takoujt a 1.5km e Khamlia a 7km e as populações de Ouzina a 15km e Ramlia a 40 km, onde é possível contactar com berberes que fazem ainda hoje uma vida nómadas longe dos usuais olhares turísticos.

 

Ait Benhaddou
Localizado no sopé do Alto Atlas, o Ksar Ait Benhaddou é uma fortaleza património da UNESCO e o ponto mais importante na rota dos “Mil Kasbahs”, um conjunto de fortificações que antigamente serviam para proteger as caravanas na sua rota entre o deserto e Marraquexe.

A sua arquitectura é um exemplo notável de arquitectura do sul de Marrocos, usando como material de construção o adobe terra misturada com barro entrelaçado com bocados de palha.

Vários filmes já tiveram Ait Benhaddou como cenário, como por exemplo o “Gladiador”, o “Príncipe da Pérsia” e mais recentemente na séria “A Guerra dos Tronos”.

 

Vale do Ziz
No sul de Marrocos, às portas do deserto, o vale do Ziz foi durante anos o coração fértil de Marrocos e um dos sítios que permitiam abastecer o país com produtos agrícolas.

A diversidade das paisagens, a diversidade étnica, a excepcional luz, a Natureza frondosa e delicada, bruta e harmoniosa fazem deste lugar um dos mais encantadores de Marrocos.

A existência de um oásis da dimensão do vale do Ziz só é permitida devido à existência de abundante água no subsolo. Na antiguidade, Ziz não designava apenas um vale mas também um rio que começava no atlas e se afundava até às areias do deserto.

Atravessar este vale é uma aventura e florestas de palmeiras um labirinto. Aprecie a hospitalidade do povo berber deste oásis e aproveite para descobrir a sua cultura. Os soberbos cenário que se encontram nesta palmeriae dão um sabor décor à sua viagem.

Finalmente, delicie-se com as tâmaras reais, únicas no mundo pelo seu tamanho, suculentas como nenhumas outras no mundo, e a maior riqueza do vale, com cerca de uma quinzena de diferentes variedades.

 

Gargantas do Dades e Todra
Estas imponentes formações rochosas foram esculpidas durante os milénios pelos pequenos cursos de água rápidos que por aqui correm. Aqui várias actividades podem ser realizadas, como passeios a cavalo, escalada, passeios de burro, caminhadas, entre outros. As gargantas de todra estão entre as ravinas mais conceituadas do mundo. A luz do sol navegando entre estas falésias cria um ambiente mágico e acolhedor, ideal para os apaixonados por fotografia.

 

Floresta de Cedros
Fonte mitológica do antigamente, a Floresta de Cedros de Azrou, a misteriosa e ensimesmada floresta de cedros é um habitat de diversas espécies de animais e plantas, com particular destaque para as comunidade de macacos que aqui habitam e que interagem com os seres humanos (cuidado, eles roubam comida). Entre as montanha do Atlas e do Rif, a floresta de cedros é composta por várias árvores centenárias, algumas com quase 400 anos. O seu solo é fértil devido á presença de minerais de um vulcão, entretanto extinto que existiu nesta região. Azrou foi também um importante ponto militar estratégico para controlar a cordilheira do Atlas no tempo colonial.

Depois da desgastante guerra com Castela no final da primeira dinastia, D. João I pretendia afirmar a dinastia de Avis perante o Papa e os reis de Castela.

Espada do Infante

A conquista de Ceuta era importante para consolidar a presença portuguesa no algarve, que até aí era atacado frequentemente por corsários, e ganhar controlo da passagem para o mediterrâneo.

Ceuta era também importante para isolar o reino de Granada, nessa altura na posse dos Mouros. Esse era um trunfo a ser exibido perante Castela, forçando a cooperação entre ambos os reinos.

A frota foi reunida nas cidades do Porto e Lisboa no ano de 1415. Foi nesta data que, a propósito do esforço pedido aos portuenses, surgiu o prato distintivo da cidade do Porto: as tripas à moda do Porto. A dedicação de ambas cidade à causa da dinastia de Avis foi determinante para reconquista a independência durante crise de 1385. E mais uma vez, o Portugal burguês, habitante das cidades, tinha o destino da Nação nas mãos.

Assim começava a expansão portuguesa em Marrocos, presença que se viria a sentir naquele território até 1769 com a posse da cidade de Marzagão, hoje El-Jadida, e que atingiu o seu auge na primeira metade do século XVI, época dourada do império português.

Parte do sucesso da expedição está no secretismo com que foi preparada. Apanhados de surpresa, os Mouros não conseguiram conter os cerca de 19.000 portugueses que partiram nesta empresa.

A viagem de volta foi mais complicada de planear. Dado que o Rei, todos os Infantes, e a maioria da Nobreza, tinham partido para Ceuta, um desastre marítimo, ou um ataque, seriam de evitar a todo custo. Assim se explica que  a viagem de regresso tenha demorado cerca de um ano a realizar-se.

A dinastia Merínida, a casa regente de Marrocos na altura, atravessava um período de acentuado declínio, e por essa razão a reação ao ataque português não foi imediata; Nos anos seguintes, reforçaram-se as defesas da cidade e a guarnição portuguesa habituou-se à guerra em África, com entradas profundas em Marrocos, e à actividade de corso a partir do porto de Ceuta.

Em 1418, numa tentativa de chegar a Ceuta, uma embarcação portuguesa, vítima de tempestade marítimas, descobriu porto santo, dando início à expansão Atlântica.

Ceuta haveria de ficar em posse Portuguesa, até à restauração da independência, em 1640, altura em que ficou em posse de Espanha.

 

Ainda hoje é possível encontrar vestígios da ocupação portuguesa em Ceuta, como tão bem é explicado no detalhado e entuasiasmante blog de Frederico Mendes Paula

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